terça-feira, 3 de junho de 2014
Não me pergunte sobre marcas de roupas, porque não saberei te responder. Não me pergunte o último lançamento da moda. Não me pergunte sobre o último desfile fashion week. Maiô e body, destroyed e boyfriend, rosa chá, rosa chiclete, rosa bebê e rosa canela, pra mim é quase tudo a mesma coisa e eu não saberei diferenciar caso vc não me mostre. Não sei nada sobre cardigan, coke, colcci, carrera, lacoste, dogville e qualquer coisa desse tipo. Não saberei responder a qualquer um destes questionamentos que me fizeres. Pergunte-me como tenho andado, pergunte-me como concilio meus empregos, como consigo tempo para equilibrar minha vida. Pergunte-me sobre a última convenção de terapia intensiva, pergunte-me sobre a vida que levo e sobre os relacionamentos que construí. Pergunte-me dos livros que li. Pergunte-me a causa das cicatrizes que hoje carrego o que fiz para curá-las ou pergunte simplesmente porque gosto dos meus cabelos longos. Interesse-se por minha vida real, nua e crua com todos os seus sabores e dissabores. Chegue interessado em minha vida, em minha pessoa, nesta mulher que vos fala. Pouco me interessa meus dentes tortos, meu cabelo teimoso ou meu olho vesgo e dotado de um astigmatismo horroroso. Pouco me interessa a vida fútil de artistas. Muito me interessa uma vida plena. Joga fora esse convite de festa glamurosa e compra dois bilhetes de viagem para irmos ao Hawaii. Armaremos duas redes à beira da praia, admirando o pôr-do-sol e seus surfistas, tocando talvez, um Jack Johnson nos fones de ouvido.
sexta-feira, 30 de maio de 2014
Sexta-feira chuvosa, trânsito infernal e de repente quando mudo a estação do rádio toca aquela música. Aquela maldita música que tocava quando nos beijávamos em uma de nossas despedidas e que depois seria palco de uma das maiores decepções, porque foi escutando essa mesma música que te vi beijando outra pessoa. Se eu tivesse juntado o tanto de lágrimas que já derramei escutando essa maldita, dava pra preencher o oceano inteiro e ainda sobrava pra acabar com a seca que vem devastando São Paulo. Foi então que eu percebi que a vida da gente passa num piscar de olhos e que já fazia tanto tempo, mas a sensação era tão real e eu pude sentir a mesma coisa que senti no nosso último encontro. O mesmo filme repetiu pela trilionésima vez em minha mente. Nesses 04 minutos e 31 segundos eu lembrei de como a gente se conheceu, do quanto a gente foi feliz, do quanto a gente riu juntos e da forma trágica como tudo isso acabou. Pensei em como poderia ter sido diferente e me cogitou saber como estaríamos hoje, caso as coisas tivessem tomado outro rumo. Não saberemos nunca... Mas te perdoo pela covardia de tua existência que foi não permitir ser amado, porque o amor é pros corajosos mesmo. Te perdoo por ter se privado de tantos momentos felizes e ter destruído tudo em uma noite. E aproveitando o ensejo, te agradeço também. Porque não fosse você, eu não teria conquistado tudo que conquistei hoje. Foi então que o sinal abriu, segui meu trajeto e enxuguei aquela lágrima teimosa que insistia em cair.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
O dia amanheceu nublado mesmo fazendo um sol escaldante e os termômetros marcando uma temperatura de 33°C. Dentro de si, ela carregava uma tonelada de coisas que já não sabia porquê. O dia seguiu se arrastando em horas intermináveis e no final do dia, após recostar-se em seu travesseiro, lembrou daquela gargalhada que lhe tirava o fôlego, sorriu de canto e lembrou do quanto foi feliz naqueles dias que já se passaram. Nada mais podia ser feito, nada mais podia ser dito. Levantou-se, calçou seus chinelos, buscou um copo de água e deitou-se novamente. Sim, havia algo que ainda podia ser dito. Buscou seu celular, e, com a respiração ofegante escreveu: "Sinto sua falta!". Clicou no botão enviar, virou-se e foi dormir. O dia de amanhã já vinha raiando e ela não sabia o que lhe aguardava.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
A hora de dizer adeus.
Chegou. Nosso desprezo mútuo já tá uma coisa feia de se ver. Chega dessa briga de quem é mais orgulhoso, de quem vai falar primeiro, de qual telefone vai soar primeiro. A gente já vem segurando há algum tempo esse relacionamento cada vez mais desgastado que anda em trapos e cada dia que passa a infelicidade estampa ainda mais em nossa cara. Chega dessa nossa obrigação diária de ser cortês ou de tentar ser amável um com o outro. O nosso amor não se transformou nem em bom dia, porque há muitos dias não sabemos o que é dar bom dia um pro outro. Você vai voltar e reclamar que sou orgulhosa demais, que não falo quase nada e que nossos diálogos poderiam ser mais frequentes. Vai dizer que eu te esqueci e fazer aquele drama de novela mexicana, que eu achava lindo. Eu vou perguntar se vc não me ama mais e provavelmente reclamar de alguma coisa que anda enchendo meu saco. É cíclico. É previsível. Não me acostumo mais com tuas idas e vindas, porque cansei desse meio amor que chega na hora que quer e vai embora sem dizer adeus, retornando depois de constatar que ninguém mais vai compreender esse teu jeito tão característico e tão ímpar. Não é que eu não te ame mais, sabe? Aliás, se eu não te amasse não te enviaria essa carta de despedida. Na verdade, acho que o amor tá aqui guardado em algum lugar, mas é que eu cansei, entende? Tuas idas e vindas são sempre cheias de confusão, muito silêncio e algum afeto raro. Eu preciso de um pouco mais que tuas migalhas ou muito mais de que tua atenção. Dessa vez preciso reconhecer que chegou a hora de bater em retirada e deixar o novo chegar. O tempo não vai resolver nada dessa vez e talvez nessa vida a gente não consiga ficar juntos. Não houve desistência alguma, reconheço que nosso ciclo precisa ser terminado aqui e resolvi abrir espaço para o novo. Não te forcei a fazer escolhas, porque escolhi conscientemente andar lado a lado com meu amor próprio e segurar na mão apenas de quem queira me fazer companhia e esteja disposto a regar o meu jardim comigo. Cansei de ser tua pessoa certa sempre na hora errada. Sigamos leves nossos caminhos. Chegou. Sim, chegou sim. A hora do nosso adeus chegou!
terça-feira, 29 de abril de 2014
sexta-feira, 25 de abril de 2014
This message it's for you.
Sobre as mensagens subliminares que nosso subconsciente nos manda...
Semana corrida, confusão mental e muita preocupação na cabeça. Poucos, pra ser específica, contáveis pessoas, sabem que tenho um problema de saúde que envolve a minha tireoide e que há exato 1 ano de vez em quando me deixa pirada. E eis que essa semana ia receber o resultado de uns exames que poderiam ser decisivos no seguimento clínico. Impossível não ficar ansiosa, não roer todas as unhas, dormir 3h/noite e ficar sem comer durante 2 dias...
E qual não foi minha surpresa ao perceber que na segunda feira antes de receber o resultado cheguei à clínica cantando Don't worry be happy do Bob Marley. O trecho "Don't worry be happy/ every life we have some trouble/ when you make it double/ don't worry be happy" impregnou na minha cabeça e a manhã seguiu com esse trecho. Dois dias depois ligo o som do carro e tocava a música do Swedish House Mafia (que me traz boas lembranças da Pepper's Hall) "Don't worry/don't worry child/see heavens got a plan for you/don't worry/don't worry now". Depois de rir lembrando de como foram bons os dias que estive no RN, deixei o dia seguir em seu ritmo. Ligo a playlist aleatória do celular e toca o que? O quê? Three Little Birds do Bob Marley. "Don't worry about a thing/'cause every little thing is gonna be alright'', só depois disso é que percebi que era uma noite anterior aos resultados que eu tanto esperava...
O dia vinha sendo difícil. Planos precisaram ser desfeitos, então ao deitar com a música na cabeça é que percebi. Tava perto. Era na manhã seguinte...
Na manhã seguinte apenas ligo para a médica e peço para que veja o resultado online e combino de passar lá pra saber o ultimato no fim do dia. De coração acelerado, entro no consultório e, qual não foi minha surpresa, ao escutar dela um "Tudo dentro do esperado. Vamos aguardar por 4 meses e ver como proceder."
Saí de lá e fui ao centro comprar umas velas para acender. Na hora que entro no mercadinho tocava God put smile upon my face do COLDPLAY (a minha banda favorita). Acendi as velas com a música na cabeça e instantaneamente, dois motivos me trouxeram em mente a mesma pessoa. Ri sozinha no meio do tempo e posso afirmar, com toda certeza, que a semana acabou, que tudo foi resolvido como tinha que ter sido e que as mensagens que recebi foram conscientes. Foram enviadas diretamente ao meu coração. Gratidão, Senhor! =)
Semana corrida, confusão mental e muita preocupação na cabeça. Poucos, pra ser específica, contáveis pessoas, sabem que tenho um problema de saúde que envolve a minha tireoide e que há exato 1 ano de vez em quando me deixa pirada. E eis que essa semana ia receber o resultado de uns exames que poderiam ser decisivos no seguimento clínico. Impossível não ficar ansiosa, não roer todas as unhas, dormir 3h/noite e ficar sem comer durante 2 dias...
E qual não foi minha surpresa ao perceber que na segunda feira antes de receber o resultado cheguei à clínica cantando Don't worry be happy do Bob Marley. O trecho "Don't worry be happy/ every life we have some trouble/ when you make it double/ don't worry be happy" impregnou na minha cabeça e a manhã seguiu com esse trecho. Dois dias depois ligo o som do carro e tocava a música do Swedish House Mafia (
O dia vinha sendo difícil. Planos precisaram ser desfeitos, então ao deitar com a música na cabeça é que percebi. Tava perto. Era na manhã seguinte...
Na manhã seguinte apenas ligo para a médica e peço para que veja o resultado online e combino de passar lá pra saber o ultimato no fim do dia. De coração acelerado, entro no consultório e, qual não foi minha surpresa, ao escutar dela um "Tudo dentro do esperado. Vamos aguardar por 4 meses e ver como proceder."
Saí de lá e fui ao centro comprar umas velas para acender. Na hora que entro no mercadinho tocava God put smile upon my face do COLDPLAY (a minha banda favorita). Acendi as velas com a música na cabeça e instantaneamente, dois motivos me trouxeram em mente a mesma pessoa. Ri sozinha no meio do tempo e posso afirmar, com toda certeza, que a semana acabou, que tudo foi resolvido como tinha que ter sido e que as mensagens que recebi foram conscientes. Foram enviadas diretamente ao meu coração. Gratidão, Senhor! =)
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