sexta-feira, 30 de maio de 2014
Sexta-feira chuvosa, trânsito infernal e de repente quando mudo a estação do rádio toca aquela música. Aquela maldita música que tocava quando nos beijávamos em uma de nossas despedidas e que depois seria palco de uma das maiores decepções, porque foi escutando essa mesma música que te vi beijando outra pessoa. Se eu tivesse juntado o tanto de lágrimas que já derramei escutando essa maldita, dava pra preencher o oceano inteiro e ainda sobrava pra acabar com a seca que vem devastando São Paulo. Foi então que eu percebi que a vida da gente passa num piscar de olhos e que já fazia tanto tempo, mas a sensação era tão real e eu pude sentir a mesma coisa que senti no nosso último encontro. O mesmo filme repetiu pela trilionésima vez em minha mente. Nesses 04 minutos e 31 segundos eu lembrei de como a gente se conheceu, do quanto a gente foi feliz, do quanto a gente riu juntos e da forma trágica como tudo isso acabou. Pensei em como poderia ter sido diferente e me cogitou saber como estaríamos hoje, caso as coisas tivessem tomado outro rumo. Não saberemos nunca... Mas te perdoo pela covardia de tua existência que foi não permitir ser amado, porque o amor é pros corajosos mesmo. Te perdoo por ter se privado de tantos momentos felizes e ter destruído tudo em uma noite. E aproveitando o ensejo, te agradeço também. Porque não fosse você, eu não teria conquistado tudo que conquistei hoje. Foi então que o sinal abriu, segui meu trajeto e enxuguei aquela lágrima teimosa que insistia em cair.
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário