sexta-feira, 30 de maio de 2014
Sexta-feira chuvosa, trânsito infernal e de repente quando mudo a estação do rádio toca aquela música. Aquela maldita música que tocava quando nos beijávamos em uma de nossas despedidas e que depois seria palco de uma das maiores decepções, porque foi escutando essa mesma música que te vi beijando outra pessoa. Se eu tivesse juntado o tanto de lágrimas que já derramei escutando essa maldita, dava pra preencher o oceano inteiro e ainda sobrava pra acabar com a seca que vem devastando São Paulo. Foi então que eu percebi que a vida da gente passa num piscar de olhos e que já fazia tanto tempo, mas a sensação era tão real e eu pude sentir a mesma coisa que senti no nosso último encontro. O mesmo filme repetiu pela trilionésima vez em minha mente. Nesses 04 minutos e 31 segundos eu lembrei de como a gente se conheceu, do quanto a gente foi feliz, do quanto a gente riu juntos e da forma trágica como tudo isso acabou. Pensei em como poderia ter sido diferente e me cogitou saber como estaríamos hoje, caso as coisas tivessem tomado outro rumo. Não saberemos nunca... Mas te perdoo pela covardia de tua existência que foi não permitir ser amado, porque o amor é pros corajosos mesmo. Te perdoo por ter se privado de tantos momentos felizes e ter destruído tudo em uma noite. E aproveitando o ensejo, te agradeço também. Porque não fosse você, eu não teria conquistado tudo que conquistei hoje. Foi então que o sinal abriu, segui meu trajeto e enxuguei aquela lágrima teimosa que insistia em cair.
segunda-feira, 12 de maio de 2014
O dia amanheceu nublado mesmo fazendo um sol escaldante e os termômetros marcando uma temperatura de 33°C. Dentro de si, ela carregava uma tonelada de coisas que já não sabia porquê. O dia seguiu se arrastando em horas intermináveis e no final do dia, após recostar-se em seu travesseiro, lembrou daquela gargalhada que lhe tirava o fôlego, sorriu de canto e lembrou do quanto foi feliz naqueles dias que já se passaram. Nada mais podia ser feito, nada mais podia ser dito. Levantou-se, calçou seus chinelos, buscou um copo de água e deitou-se novamente. Sim, havia algo que ainda podia ser dito. Buscou seu celular, e, com a respiração ofegante escreveu: "Sinto sua falta!". Clicou no botão enviar, virou-se e foi dormir. O dia de amanhã já vinha raiando e ela não sabia o que lhe aguardava.
quarta-feira, 7 de maio de 2014
A hora de dizer adeus.
Chegou. Nosso desprezo mútuo já tá uma coisa feia de se ver. Chega dessa briga de quem é mais orgulhoso, de quem vai falar primeiro, de qual telefone vai soar primeiro. A gente já vem segurando há algum tempo esse relacionamento cada vez mais desgastado que anda em trapos e cada dia que passa a infelicidade estampa ainda mais em nossa cara. Chega dessa nossa obrigação diária de ser cortês ou de tentar ser amável um com o outro. O nosso amor não se transformou nem em bom dia, porque há muitos dias não sabemos o que é dar bom dia um pro outro. Você vai voltar e reclamar que sou orgulhosa demais, que não falo quase nada e que nossos diálogos poderiam ser mais frequentes. Vai dizer que eu te esqueci e fazer aquele drama de novela mexicana, que eu achava lindo. Eu vou perguntar se vc não me ama mais e provavelmente reclamar de alguma coisa que anda enchendo meu saco. É cíclico. É previsível. Não me acostumo mais com tuas idas e vindas, porque cansei desse meio amor que chega na hora que quer e vai embora sem dizer adeus, retornando depois de constatar que ninguém mais vai compreender esse teu jeito tão característico e tão ímpar. Não é que eu não te ame mais, sabe? Aliás, se eu não te amasse não te enviaria essa carta de despedida. Na verdade, acho que o amor tá aqui guardado em algum lugar, mas é que eu cansei, entende? Tuas idas e vindas são sempre cheias de confusão, muito silêncio e algum afeto raro. Eu preciso de um pouco mais que tuas migalhas ou muito mais de que tua atenção. Dessa vez preciso reconhecer que chegou a hora de bater em retirada e deixar o novo chegar. O tempo não vai resolver nada dessa vez e talvez nessa vida a gente não consiga ficar juntos. Não houve desistência alguma, reconheço que nosso ciclo precisa ser terminado aqui e resolvi abrir espaço para o novo. Não te forcei a fazer escolhas, porque escolhi conscientemente andar lado a lado com meu amor próprio e segurar na mão apenas de quem queira me fazer companhia e esteja disposto a regar o meu jardim comigo. Cansei de ser tua pessoa certa sempre na hora errada. Sigamos leves nossos caminhos. Chegou. Sim, chegou sim. A hora do nosso adeus chegou!
Assinar:
Postagens (Atom)